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O gênero mais popular do Brasil sempre foi dominado por duplas masculinas. Hoje, porém, um novo contingente de artistas tem rompido o arraigado machismo do meio para cantar o amor não correspondido e a traição com voz feminina. A diferença de perspectiva que as cantoras sertanejas trazem ao gênero já é sentida pelas fãs. "Há mulheres de seus 30, 40 anos, casadas, cantando as músicas delas. Existe uma identificação", diz o produtor Luiz Eduardo Pepato. O valor do cachê das novas artistas é, em geral, um terço menor que o de uma dupla ou cantor de primeira linha. Mas elas estão crescendo. "Entre os dez shows sertanejos mais requisitados nas regiões Sul, Sudeste e Cen­tro-Oes­te, pelo menos quatro são de artistas do sexo feminino", diz Marcos Mioto, um dos promoters dos shows mais conceituados do mercado.

A vertente mais popular do sertanejo feminista é a da "sofrência". Suas principais representantes são a goiana (que faz mais sucesso no Nordeste) Marília Mendonça, 20 anos, a sul-mato-grossense Paula Mattos, 26, e Maiara & Maraisa, gêmeas ma­to-grossenses de 28 anos. Fazem letras doídas, que caberiam bem no repertório de uma Adele (aliás, elas têm a mesma silhueta rechonchuda que a cantora inglesa ostentava no início de carreira). Todas fizeram carreira compondo para outros intérpretes, o que as credenciou para o voo como cantoras. Marília foi gravada por Jorge & Mateus, João Neto & Frederico e até Wesley Safadão; Maiara & Maraisa foram gravadas por Gusttavo Lima e também pela dupla Jorge & Mateus. As duas irmãs ainda se uniram a Marília (e aos compositores Juliano Tchula e Daniel Rangel) para fazer Cuida Bem Dela, gravada por Henrique & Juliano. Paula Mattos, por seu turno, tem canções na voz de Lima, Marcos & Belutti e Thaeme & Thiago.

 

Roberta Miranda, que estourou entre as décadas de 80 e 90, é tida pelas cantoras atuais como um modelo. Cantava bem e compunha as próprias músicas e brigou contra o preconceito em um meio no qual predominam os homens. "Os diretores de gravadora me queriam apenas como compositora. Não levavam fé no meu talento de intérprete", diz Roberta, que cantou por catorze anos na noite de São Paulo até conseguir seu primeiro contrato discográfico (ainda ganhando menos royalties que os homens). Hoje, ela pode se vangloriar: "Vendi 1,5 milhão de cópias. O pessoal perdeu até as impressões digitais de tanto que ensacou o meu LP". Roberta Miranda agora aposta em uma nova cantora, Maria, intérprete mineira que participa de seu álbum de duetos. Por muito tempo, porém, ela era uma flor rara no matagal sertanejo. O sucesso da autora de Majestade, o Sabiá e Vá com Deus incentivou as companhias a procurar outras intérpretes do sexo feminino. Ninguém de relevo surgiu até que o bloqueio fosse rompido pela mineira Paula Fernandes, que ficou famosa ao dividir o palco com Roberto Carlos em seu especial de fim de ano em 2010. "O machismo existe desde que o mundo é mundo. Mas sempre tive uma boa recepção entre os homens do meio sertanejo, que me convidam para parcerias. Isso é sinônimo de garra, luta e honestidade", prega Paula.

 

O mundo do entretenimento demorou para absorver o talento das sertanejas. Entre os empresários, era corrente a visão preconceituosa de que é mais complicado trabalhar com mulheres. "Cheguei a ouvir de um empresário: 'Menstruou, não faz sucesso' ", acusa Maraisa. "Hoje ele está à procura de cantoras para seu escritório. Aos poucos, esses entraves estão desaparecendo. Hoje há até profissionais que se especializam em auxiliar cantoras. O parananese Luiz Eduardo Pepato começou nos discos de Luan Santana e Gusttavo Lima, mas virou o disco e agora investe na ala feminina.: ele produziu os últimos trabalhos de Maiara & Maraisa e de Marília Mendonça e está trabalhando nos próximos lançamentos de Wanessa Camargo, Paula Mattos e da novata Fernanda Costa. Pepato reconhece que as meninas requerem um pouco mais de tato. No entanto, aponta qualidades que estariam em falta entre os homens. "Elas escutam mais a gente, são mais abertas às novas ideias", diz. Muitas vezes, o trabalho exige uma psicologia, digamos, heterodoxa.

 
Fonte: VEJA

A carreira musical do cantor sertanejo goiano Santóro começou há quase dez anos. Ainda menino, já cantava em bares e festas de Goiânia.  Nesste tempo, chegou a formar três duplas, mas nenhuma emplacou.
 
Agora, mais maduro, experiente e confiante, o cantor e compositor, de 30 anos, decidiu dar um passo mais ousado: seguir carreira solo. "Desde 2015, tenho me dedicado a compor e produzir minhas canções, ao invés de apenas interpretar grandes nomes", conta ele.
 
Com empresário novo, o artista lançou, no mês passado seu primeiro vídeo clipe: Lida do Beija Flor. "Esse é meu primeiro material áudio visual e estou muito feliz por conseguir alavancar a carreira. Estou confiante de que, com muito trabalho, estaremos nas paradas de sucesso", afirma ele, que já se prepara para entrar no estúdio e gravar novas músicas. Enquanto novidades ainda não chegam, confira o clipe do cantor.
 
 

Os cantores Lucas Lucco, Luann Santana e Gusttavo Lima sempre postam nas redes sociais fotos tiradas na academia. A vida saudável e a rotina de treinos fazem parte do dia a dia deles, que arrastam milhares de fãs. A combinação de corpos malhados com discursos que vão do romântico ao safado, atinge em cheio o imaginário de muitos, especialmente do mulherio. 
 
Para lidar com a agenda apertada, Lucco, por exemplo, é acompanhado por um nutricionista. Sua alimentação é dividida em porções que andam com ele em uma mochila térmica. O rapaz não come doces e bebe cerca de 5 litros de água por dia. Outro profissional em sua cola é um personal trainer exclusivo, com quem malha todos os dias. "A musculação é uma válvula de escape. A estrada é cansativa. Gosto de cuidar do corpo e da saúde, pois sobrevivo disso, uso a minha imagem", diz o cantor de 1,87m de altura e 93 quilos.
 
Em sua conta no instagram, o músico posta diariamente vídeos em aulas de crossif, modalidade que se apaixonou. Em cada vídeo, mostrando o abdômen trincado, pernas e braços torneados, milhares de fãs deixam comentários elogiando a boa forma física dele.
 
Gusttavo Lima não posa apenas sem camisa, também faz questão de mostrar a chuteira e vídeos jogando uma bolinha com amigos. O cantor também diz que cuida da alimentação e tem um personal trainer que o ajuda a manter a forma.
 
Luan Santana também tinha um personal a tira colo. No entanto, a constante presença do profissional Guto Oguido, que o acompanhava diariamente, se tornou um problema. Em dezembro de 2013, fãs ciumentas repudiaram a presença do profissional, que acabou envolvido em um boato de namoro com o cantor. A parceria entre os dois acabou pouco tempo depois. Mas o cantor permanece firme na atividade física.
Enquanto Zezé Di Camargo nem pensava em criar uma conta no Instagram para elogiar sua namorada, Michel Teló, Gusttavo Lima e Luan Santana já acumulavam milhares de seguidores.  
 
Na rede social de fotos, o mais popular é justamente Michel Teló, com 2,2 milhões de seguidores. Lucas Lucco vem em seguida com 10,2 milhão. Depois Santana, com 10,1 milhão de seguidores. Gusttavo Lima tem mais de 5,4 milhões. 
 
No YouTube, quem domina também é Teló, com mais de 1 bilhão de visualizações. Pelas redes do cantor, é possível acompanhar não apenas os sucessos e agenda de shows. Os posts com mais curtidas são da intimidade do músico, que posta fotos com a esposa, a atriz Thais Fersoza, momentos de descontração com a família e a espera da primeira filha. Cada post de Teló, em viagens com a mulher, mostrando a chegada do bebê, churrasco com amigos, rende cerca de 80 mil curtidas.
 
Zezé di Camargo tem apenas 350 mil seguidores e uma conta privada, já que seus posts com a namorada renderam muitas críticas pela ala fã da ex-mulher do cantor, Zilú. O instagram da dupla também ainda não tem muita relevância. Enquanto os ícones do sertanejo - Chitãozinho e Xororó não tem nem 3 mil seguidores, ainda não investem no digital, os novos nomes do Sertanejo já aderiram a rede e ganham cada vez mais fãs, que se sentem próximas aos ídolos.
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