Protagonismo feminino marca CPNU 2, com mais de 24 mil mulheres classificadas para provas discursivas

Medida do Governo do Brasil para ampliar equidade de gênero fez com que mulheres alcançassem 57% das convocações para a segunda fase; 42,4 mil pessoas foram aprovadas e convocadas para a segunda fase

Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), em sua segunda edição, reforça o compromisso do Governo do Brasil com a inclusão, acessibilidade e equidade. Um dos destaques desta edição é a quantidade de mulheres que passaram para a segunda fase do certame. Das 42.499 pessoas aprovadas e convocadas para as provas deste domingo (7/12), 24.275 são mulheres, o que representa 57,12% do total. E 18.217  homens farão a segunda fase (42,86%).

O resultado reflete o impacto da ação afirmativa de equidade de gênero e confirma o protagonismo feminino na disputa pelas vagas do serviço público federal. O CPNU 2 aprofundou as medidas para promover um maior equilíbrio entre mulheres e homens na disputa pelas vagas. 

EQUIPARAÇÃO NUMÉRICA — O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) implementou a ação afirmativa para garantir que, quando mulheres representassem menos de 50% das pessoas classificadas em um cargo, fosse aplicada a equiparação numérica, desde que as candidatas tivessem alcançado o mínimo de acertos exigido.

A equiparação não retira vagas de nenhum homem aprovado, que permanecem classificados. A medida chama mais mulheres elegíveis para a segunda fase, ampliando a pluralidade.

EQUILÍBRIO — Um exemplo do impacto da medida é o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa do Bloco 7. Antes da equiparação, havia 888 mulheres e 1.490 homens classificados. Com a ação afirmativa, 731 mulheres adicionais foram incluídas, garantindo o equilíbrio na participação para a fase discursiva.

A decisão busca corrigir uma distorção observada no CPNU 1, onde, apesar de as mulheres serem a maioria nas inscrições (56%) e terem uma presença expressiva na prova (54%), somaram apenas 37% das aprovações finais.

REGIÕES — Em diversas Unidades da Federação, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, as mulheres são maioria entre as classificadas. A proporção feminina também se destaca em estados como Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte.

Regionalmente, o protagonismo feminino se confirma:

  • Sudeste: 8.340 mulheres classificadas 
  • Nordeste: 6.784 mulheres classificadas 
  • Centro-Oeste: 6.115 mulheres classificadas 
  • Norte: 1.674 mulheres classificadas
  • Sul: 1.362 mulheres classificadas

BLOCOS TEMÁTICOS — A participação feminina se distribui de forma ampla pelos blocos temáticos, com maior concentração nas áreas com mais vagas e inscrições:

  • Bloco 5 – Administração: 6.070
  • Bloco 1 – Seguridade Social: 5.316 
  • Bloco 9 – Agências Reguladoras (intermediário): 3.120
  • Bloco 4 – Engenharia e Arquitetura: 2.193 
  • Bloco 6 – Desenvolvimento Socioeconômico: 2.067
  • Bloco 3 – Ciência, Dados e Tecnologia: 1.682
  • Bloco 7 – Justiça e Defesa: 1.619 
  • Bloco 8 – Saúde (intermediário): 1.217
  • Bloco 2 – Cultura e Educação: 991

DIVERSIDADE AMPLIADA — Além da equidade de gênero, o CPNU 2 consolida o compromisso do Governo do Brasil em construir um serviço público mais representativo , sendo o primeiro concurso público federal a aplicar integralmente a nova Lei de Cotas (Lei nº 15.142/2025). Ao todo, 35% das vagas do concurso são destinadas a ações afirmativas:

  • Pessoas negras: 25% das vagas
  • Pessoas com deficiência: 5% das vagas (conforme Lei nº 8.112/1990) 
  • Pessoas indígenas: 3% das vagas
  • Pessoas quilombolas: 2% das vagas

O CPNU 2 recebeu 252.596 inscrições homologadas nas modalidades de cotas. Entre as pessoas aprovadas para a segunda fase, as listas contemplam todas as modalidades de cotas, incluindo:

  • 14.651 nas cotas para pessoas negras
  • 4.194 nas cotas para pessoas com deficiência
  • 636 nas cotas para pessoas indígenas
  • 616 nas cotas para pessoas quilombolas

ACESSIBILIDADE — O concurso também garante igualdade de condições para pessoas candidatas com necessidades específicas por meio de ações de acessibilidade e atendimento especializado. O edital prevê uma série de adaptações razoáveis e o fornecimento de tecnologias assistivas, como provas em braile e videoprova em Libras, e condições específicas, como mesas adaptadas para pessoas em cadeira de rodas.

Situações como o direito de gestantes e lactantes a atendimento especializado também estão contempladas. Haverá salas para amamentação para mães com filhos de até seis meses, que solicitaram previamente e comparecerem acompanhadas de um adulto responsável. Gestantes puderam solicitar medidas adicionais de conforto e segurança.

Pessoas que fazem uso de marca-passo, bombas de insulina, pinos cirúrgicos ou outros dispositivos metálicos, bem como aquelas com doenças infectocontagiosas, também foram orientadas previamente e têm direito a atendimento especializado.

A CARA DO BRASIL — Além da inclusão e da diversidade, o CPNU 2 democratiza territorialmente o acesso às carreiras públicas ao permitir que as provas sejam realizadas em um raio de até 100 km da residência da pessoa candidata. Nesta edição, a aplicação dos exames está garantida em todos os 228 municípios, cobrindo todas as regiões do país, e há pessoas aprovadas para a segunda fase em todos os estados e no Distrito Federal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *